O “descobrimento” do brasil retratado pelo viés da literatura infantil e infantojuvenil: Luana, a menina que viu o Brasil neném (2000) e Tendy e Jã – Jã e os dois mundos na época do descobrimento (2003)
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Este estudo propõe a análise das obras Luana, a menina que viu o Brasil neném (2000), de Aroldo Macedo e Oswaldo Faustino, e Tendy e Jã – Jã e os dois mundos na época do descobrimento (2003), de Maria José Silveira, visando compreender como se deu o processo de construção da história do Brasil, ponderar os pontos que se aproximam ou se distanciam e os efeitos descolonizadores da leitura dessas obras na escola. Para tal análise, pautamo-nos nos pressupostos teóricos da Literatura Comparada a fim de demonstrar de que modo essas narrativas híbridas de história e ficção reelaboram o passado, bem como os aspectos capazes de ressignificar a historiografia do descobrimento do Brasil, tecendo relações com o discurso histórico oficial. A proposta de escrita se efetiva a partir da análise bibliográfica e de forma comparativa entre o discurso da história e a escrita ficcional das obras literárias que fazem parte do corpus ficcional desta leitura. Para as reflexões que expomos, embasamo-nos nos aportes teóricos de Fleck (2017), Carvalhal (2006), Nitrini (2010) e outros. Assim, buscamos evidenciar que o discurso posto e oficializado na historiografia não altera o passado, porém, possibilita-nos desmitificar e desconstruir as verdades impostas e começar um processo de descolonização tão necessário à nossa sociedade.